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Ferramenta desenvolvida no AC/SIARQ é apresentada em congresso internacional

Metodologia open source reaproveita e preserva acervos digitalizados legados 

A apresentação de Murilo Souza, profissional de organização de arquivos do AC/SIARQ, despertou interesse dos participantes do V Congresso Internacional de Arquivos Digitais, realizado entre seis e oito de maio na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. O evento foi uma iniciativa da Casa de Oswaldo Cruz e da Fiocruz e do Instituto de Investigaciones Bibliotecológicas y de la Información da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). De co-autoria de Andressa Cristiani Piconi, diretora de Tecnologia da Informação do AC/SIARQ, o trabalho levado ao congresso abordou um modelo de ação semi-automatizado desenvolvido para reaproveitar objetos digitais existentes, integrando-os a uma estrutura de gestão arquivística confiável. 

Diversas instituições arquivísticas, ao implementarem seus repositórios, a exemplo do Repositório Digital de Documentos Arquivísticos Permanentes e Sistema Informatizado de Acervos Permanentes da Unicamp (ReDiSAP), se deparam com conjuntos documentais digitalizados anteriormente, sem as devidas padronizações. A inviabilidade econômica ou a própria morosidade em digitalizar todo esse passivo novamente são desafios nada incomuns. A metodologia apresentada constitui, portanto, um caminho acessível e escalável para recuperação e salvaguarda de seu patrimônio digital legado sob critérios técnicos rigorosos. Ao utilizá-la, o usuário terá, como resultado, pacotes de informação padronizados,  com todas as informações de processamento registradas dentro do próprio pacote, como para garantia de autenticidade e da transparência do processo.

Conforme Murilo, são duas frentes de atuação: a padronização do fluxo de trabalho de acordo com as especificidades do acervo e o desenvolvimento de uma biblioteca python própria, denominada perpetua. A ferramenta, em fase de consolidação, foi desenvolvida e testada no âmbito do AC/SIARQ. “Houve muita sinergia entre as áreas de tecnologia da informação e arquivo para que a metodologia funcionasse em tarefas como inventário recursivo, padronização de nomenclatura por expressões regulares, normalização de formatos para preservação e verificação de conformidade do pacote no pré-arquivamento”. Ele destaca a eficiência do resultado. “Aproveitamos esse passivo e processamos por completo um fundo com milhares objetos digitais sem necessidade de novos gastos com digitalização”, comemora.

Em fase de consolidação, a metodologia já está sendo replicada em outras instituições, como o Memorial Digital da Pandemia de COVID-19, iniciativa conduzida pelo Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), em parceria com a BIREME, centro da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), e pelo Centro de Humanidades Digitais (CHD) da Unicamp.

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Grupo de Trabalho do ReDiSAP divulga Manual de Procedimentos para Identificação e Descrição de Documentos Digitais

Profissionais de arquivos e centros de documentação da Unicamp que integram o Repositório Digital de Documentos Arquivísticos Permanentes e do Sistema Informatizado de Acervos Permanentes (ReDiSAP) podem contar com normativas para identificar e distinguir documentos do repositório, a fim de assegurar a eficácia na recuperação das informações. Trata-se do Manual de Procedimentos para Identificação e Descrição de Documentos Digitais, elaborado por um grupo de trabalho, conforme Instrução do Comitê Gestor/ReDiSAP n°01/2026 e aprovado na última reunião do comitê, realizada em abril.

Sob a liderança da equipe do AC/SIARQ integrantes do GT desenvolveram, de forma colaborativa, uma metodologia que previsse o uso de padrões mínimos compartilhados entre os órgãos, sem anular as especificidades administrativas de cada órgão. Na primeira parte, voltada para o Archivematica, o manual apresenta padrões a nomenclatura para os objetos digitais, baseando-se nos códigos de referência e indicadores de representação, e definiu as regras para preenchimento de metadados descritivos mínimos. Na segunda, centrada no AtoM, o documento apresenta definição de regras para uso de descritores utilizados como pontos de acesso, devido a sua importância para facilitar a recuperação das informações preservadas no repositório. 

Todas as propostas foram baseadas em normas nacionais e internacionais de descrição arquivística, bem como em boas práticas de tratamento e indexação, já consolidadas, como a “Organização de representantes digitais no Arquivo Nacional: Manual de Procedimentos” (2023); “Normas para indexação de nomes geográficos” (IBGE); “Norma Internacional de Registro de Autoridade Arquivística para Entidades Coletivas, Pessoas e Famílias” (ISAAR-CPF, 2003); “Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística” (ISAD-G, 2000) e “Norma Brasileira de Descrição Arquivística (NOBRADE, 2006)”.De acordo com a historiadora Rafaela Basso, coordenadora do grupo “Normativas de apoio” e diretora de Gestão e Preservação de Documentos e Informação do AC/SIARQ, a publicação é um passo importante para a transparência das ações. “Além disso, pode servir como referência para outros centros e arquivos que busquem estabelecer padrões mínimos de descrição, garantindo a consistência de suas bases de dados”, afirma.

Acesse o Manual, que também está disponível no Portal do ReDiSAP.

Tese analisa como bibliotecas e arquivos privados foram incorporados à Unicamp

Arquivos e bibliotecas não apenas enriquecem o patrimônio documental e bibliográfico de uma instituição, mas também revelam as dinâmicas complexas de preservação e a formação de uma política institucional para a aquisição de acervos pessoais. O historiador Luccas Eduardo Maldonado defendeu, em dezembro de 2025, junto ao Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), uma tese que examina o caso da Unicamp no contexto de captação de acervos privados, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, e sua importância para a formação de uma infraestrutura de pesquisa nas ciências humanas. Orientado pelo professor Thiago Nicodemo, Luccas estudou a aquisição de diversos acervos privados pela Unicamp, a exemplo dos intelectuais Paulo Duarte, Oswald de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda.

A análise revela não apenas o valor dos arquivos e bibliotecas pessoais, mas também as dinâmicas institucionais que influenciam a preservação e o manejo de arquivos pessoais de figuras públicas. No período da ditadura militar e, pouco mais a frente, no início da redemocratização do país, não havia ainda uma política institucional de gestão documental na Unicamp. Legados dos intelectuais, de expressivo interesse por parte de alguns professores da Unicamp, seriam, então, os primeiros passos para a formação dessa política e, especialmente, um impulso à estruturação de pesquisas na área de Humanidades. O acervo de Paulo Duarte foi a primeira aquisição da Unicamp na década de 1970, estando atualmente o seu arquivo no Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulálio (CEDAE) e os livros na Biblioteca de Obras Raras Fausto Castilho (BORA). Ao contrário do que ocorre normalmente, foi vendido em vida pelo jornalista. “A preservação da memória ganha muita força na efervescência política e cultural, advinda do período militar. A Unicamp, em especial, tem um papel protagonista nessas aquisições, ganhando disputas com outras universidades”, analisa Maldonado.

Um dos acervos que também compõem o estudo é o do historiador Sérgio Buarque de Holanda, que, adquirido em meados da década de 1980, culminou na criação de dois marcos institucionais fundamentais: o Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) e o Sistema de Arquivos da Unicamp (SIARQ), originados do Centro de Informação e Difusão Cultural (CIDIC), em 1984. A consolidação desses sistemas articulou práticas de preservação, curadoria e circulação de acervos com a consolidação de linhas de pesquisa e centros de documentação. 

A tese, inclusive, teve impulso com a participação de Luccas como curador na exposição “40 anos do acervo do acervo arquivístico e bibliográfico de Sérgio Buarque de Holanda na Unicamp”, realizada em 2023 pelo Arquivo Central do Sistema de Arquivos da Unicamp (AC/SIARQ) e pela BORA da Unicamp, os quais custodiam respectivamente o arquivo e a biblioteca do escritor. A mostra teve parceria com o Arquivo Público do Estado de São Paulo (Apesp). “Isso incluiu temas como processos de recolhimento de documentos e como as famílias dos intelectuais conduziam essas negociações”, explica Maldonado. No caso do acervo de Sérgio, o papel central no processo de aquisição foi de Maria Amélia Buarque de Hollanda, viúva do historiador, apoiada pelo professor Antônio Cândido de Mello e Souza. A venda dos documentos para a Unicamp não foi imediata, pois havia interesse também da USP e de instituições internacionais. Essa disputa também é analisada por Luccas em seu estudo, assim como o papel de Maria Amélia, que vai muito além da cuidadosa entrega dos documentos. “Amélia tem total protagonismo como parceira intelectual de Sérgio, ao longo de toda a carreira do historiador. Seu nome não está na capa dos livros, embora tenha o ajudado largamente. Além de ter um papel central na preservação de sua memória décadas após sua morte”, avalia. 

Diversas pesquisas no AC/SIARQ foram necessárias para que o texto fosse refinado até virar tese. “Tenho boa relação com diversos arquivos do país, mas  tenho especial gratidão ao SIARQ. Em todas as pesquisas que fiz, fui atendido de maneira exemplar, por profissionais que vão além do que peço justamente porque entendem do acervo e sabem indicar caminhos”, afirma. “A eficácia dos sistemas de pesquisa e de preservação é fundamental para os resultados de nossas investigações e interpretações”, conclui o pesquisador, cujo próximo passo é o pós-doutorado no IEB-USP, com foco ampliado para acervos do estado de São Paulo. Em breve, o capítulo da tese sobre a história do AC/SIARQ e do SBU virará livro, a ser editado pelo Centro de Memória – Unicamp (CMU) ainda em 2026.

DICA DE LEITURA

Comitê Gestor do ReDiSAP realiza primeira reunião ordinária de 2026

Pauta destacou avanços na preservação digital na Unicamp

Em reunião ordinária realizada em abril de 2026, o Comitê Gestor do Repositório Digital de Documentos Arquivísticos Permanentes (ReDiSAP) da Unicamp discutiu o progresso de projetos estratégicos de preservação e acesso a acervos históricos, além de propostas de reestruturação normativa do grupo. A reunião foi conduzida pelo presidente do Comitê, professor Fernando Coelho, também coordenador geral da Universidade. 

Janaína Andiara dos Santos, coordenadora do AC/SIARQ, confirmou a submissão do projeto “Recuperação e Preservação de Acervos Históricos e Culturais da Unicamp 2025” à Finep, cuja avaliação de mérito deve ser publicada entre maio e junho. Janaína descreveu como os recursos serão aplicados e a proporção para cada centro e arquivo. O encontro marcou importantes avanços técnicos e normativos para a rede, a partir de grupos de trabalho específicos. Foi aprovado por unanimidade o primeiro "Manual de Procedimentos para Identificação e Descrição de Documentos Digitais do ReDiSAP", documento que padroniza as nomenclaturas e metadados entre diferentes centros de documentação e arquivos da Universidade. A reunião também abordou as atualizações sobre a ingestão de objetos digitais e metadados na plataforma. Visitas realizadas nos arquivos e centros de documentação esclareceram dúvidas sobre o processo, bem como o cronograma de envios de pacotes assistidos. Um novo painel de monitoramento de métricas de acesso à plataforma também foi apresentado, cujos dados fornecidos contribuem com análise de impactos e demandas do ReDiSAP.  

No âmbito das publicações, o comitê planeja lançar uma publicação sobre o ReDiSAP integrada às comemorações dos 60 anos da Unicamp, com a possibilidade de derivar artigos para periódicos científicos. Por fim, o colegiado aprovou alterações na Resolução GR nº 11/2025 e na Portaria GR nº 47/2025, que adequam as normas vigentes às dinâmicas de trabalho atuais e formalizam indicações de membros titulares e suplentes na composição do Comitê.

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Profissional do AC/SIARQ defende doutorado em Tecnologia

Em 26 de fevereiro, a coordenadora de Tecnologia de Informação do AC/SIARQ, Andressa Cristiani Piconi, concluiu seus quatro anos de dedicação ao doutorado. A tese, sob orientação do professor Antonio Carlos Zambon, foi defendida junto ao programa de pós-graduação em Sistema de Informação e Comunicação da Faculdade de Tecnologia (FT).

Andressa, que atua no AC/SIARQ há 26 anos, desenvolveu uma solução web e open source para captar e organizar o conhecimento tácito nas organizações. Percepções subjetivas de colaboradores foram transpostas para mapas conceituais estendidos organizados em uma matriz de crenças. Com isso, a ferramenta consegue analisar sentimentos e aspectos cognitivos, o que possibilita obter o tipo psicológico e o estilo de aprendizagem do indivíduo. “Por meio de autorreflexões, o usuário e quem aplica a ferramenta conseguem construir o aprendizado em conjunto, constituindo um fator de melhoria da confiança e externalização do conhecimento coletivo”, explica a pesquisadora. Os testes incluíram questionário aplicado a alguns profissionais de arquivo e centros de documentação da Unicamp.

O próximo passo já está definido: pedido de patente da ferramenta e da metodologia de desenvolvimento, pois ambas podem ser ampliadas e utilizadas por diversas instituições. Nas palavras de Zambon, “enquanto hoje se busca uma inteligência artificial, desenvolvemos uma ferramenta para difusão da inteligência e da interação humana para ganho de conhecimento”.

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2025

Nos últimos anos, o SIGAD/Unicamp caminhou mais alguns passos em sua consolidação. Em 2023, membros da equipe de TI do SIARQ passam a integrar o Conselho de ...

2024

No dia 10 de dezembro, na Livraria da Vila (Fradique Coutinho), acontece o lançamento da obra “Cesar Lattes – uma vida: Visões do infinito”, pela Editora Record. Os autores ...

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No dia 12 de dezembro, o Fórum de Inovação e Sustentabilidade Campinas (FISC) lançou, na PUC-Campinas, o projeto “Interdependência”, com apoio financeiro da Lei Rouanet e da empresa Bosch. O objetivo é ...

2022

O AC/SARQ conquistou, por meio de seus funcionários, a menção honrosa ao projeto “SIGAD – Processo Digital” na solenidade de premiação aos melhores projetos submetidos ao Prêmio Paepe...

2021

O Dia Internacional de Preservação Digital, celebrado em 4 de novembro, marcou a realização do Fórum Permanente "Repositório Arquivístico Digital Confiável...

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